Um pouco de papo cabeça

Eu gostaria que todos ouvissem o que tenho para dizer, olhassem para aquilo que quero mostrar. Por que será que, às vezes, é muito mais fácil se chocar com uma cena na TV do que com o testemunho de uma sobrevivente que está bem na sua frente?!

Como é difícil para nós não podermos, às vezes, contar com as armas que nos foram colocadas à disposição. Às vezes, somos um pouco de cada super-herói. As diversas histórias são apenas o nosso dia-a-dia, que nem sempre termina bem, não é mesmo? Sou um pouco de cada um dos moradores de rua de Curitiba, cada dia com as minhas inconstâncias e altos e baixos. Quando estou no alto, tento levantar alguns dos meus irmãos, mas, quando estou por baixo, sempre aparece um para “salvar”.

Outro dia ouvi alguém dizer: “O inverno vai ser rigoroso, esse ano começou cedo”. O sobrevivente da rua passa frio todo dia, o ano inteiro. Precisamos fazer alguma coisa!

Qualquer coisa que seja nova e venha revolucionar o dia-a-dia, construindo uma revolução não só social, mas também individual. Afinal, nós não temos um valor de tabelas pelo simples fato de todos terem acesso a nós, para assim contribuírem com o que quiserem ou com aquilo que puderem. Nós também contribuímos para que algumas “entidades” possam subir no ibope, ou algumas pessoas sejam promovidas. Afinal, catástrofe, não só ambiental, gera sempre lucro para alguém.

Não estou afirmando, certamente que não, que somos o que de pior possa existir. Mas o que seria do sistema se não tivesse algo ou alguém para alimentá-lo? Precisamos mudar isso! Temos de fazer com que o que nos é de direito venha para nossas mãos.

Pessoas dedicadas a uma única causa são um pouco loucas. Mas tome cuidado! Muitos têm a impressão de que são loucos e são apenas cabeças-tontas.

Há pessoas em nosso meio que sofrem de uma espécie de bom senso rasteiro, e só descobrem tarde demais que as únicas coisas de que não nos arrependemos são nossos erros. Afinal, não há nada que seja mais assustador do que a ignorância em ação.

Eu me contento apenas em ter um coração feliz que não se esquece dos verdadeiros amigos. Mas continuo querendo meus direitos.

Vilmar Rodrigues

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