População de rua denuncia brutalidade da Guarda Municipal

A população de rua está sofrendo muito com as constantes agressões físicas e morais às quais é submetida. E o pior: grande parte delas envolve autoridades. Vemos casos em que a Guarda Municipal (GM) prende e espanca as pessoas sem motivos, e sem analisar a conseqüência de seus atos.

De acordo com denúncia feita à Laje por uma mulher em situação de rua, uma viatura da GM parou, por volta das 9h da manhã do dia 15, no calçadão da XV de Novembro para expulsar, à força, oito moradores dessa via pública.

O grupo se encontrava deitado e incluía uma adolescente grávida de 17 anos e um garoto de 14. A acusação relatou que três guardas teriam chamado os cidadãos de “lixo” e, sem qualquer diálogo, agredido-os com cassetetes e uma barra de ferro até que todos retirassem seus pertences e saíssem do local.

Outra jovem denunciou mais agressões da GM, agora na Praça Rui Barbosa. Segundo o relato dela, um amigo que estava na praça foi preso injustamente, acusado de arrombar uma loja. O jovem foi espancado pelos guardas, para logo em seguida ser solto, já que não havia nenhum indício de que era o responsável pelo crime.

Célio, outra pessoa em situação de rua, fala que é normal a polícia vir espancando o pessoal que está na praça. Ele conta que estava na Tiradentes quando a polícia abordou um grupo que estava bebendo no local. Quando ele revelou que era integrante do MNPR, a polícia resolveu não abordá-lo. Célio revolta-se com a ação dos homens: “Todo mundo tem o livre arbítrio para ir e vir na praça. Não estávamos fazendo nada de errado”.

As pessoas reclamam das atitudes dos GMs e dos policiais. Os xingamentos também são uma forma de agressão verbal, e muitas vezes, doem mais que um tapa. Precisamos que esses profissionais tenham conciência dos motivos que levam as pessoas a estarem em situação de rua, e que tratem a todos com o respeito que merecem.

A GM não se pronunciou a respeito do caso. A Laje foi informada da necessidade de ser feita uma denúncia formal à Ouvidoria, para que o caso seja protocolado, devidamente apurado e a instituição possa se manifestar a respeito. A GM informou que, em casos semelhantes, a população de rua agredida pode ligar para o telefone da ouvidoria – 3350 3693 – para que sejam apurados os fatos.

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